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Os sem-prefeito do Vila Clóris

on 22 nov, 2016 in Cidade, Comportamento

Em tempos de incertezas na política brasileira, a Transite visitou o bairro de Belo Horizonte que registrou mais votos brancos e nulos nas eleições para prefeito em 2016.   Falta de confiança nos políticos, descrença e desesperança são argumentos recorrentes na fala dos moradores do bairro que mais teve votos brancos e nulos nas eleições para prefeito de Belo Horizonte em 2016, o Vila Clóris, que fica na região norte da cidade. “É o bairro que mais tem pessoas inteligentes”, brinca Marina Pereira, 59 anos, moradora do bairro há cerca de 20. Ela conta em quem votou no segundo turno: “Candidato 00”.     “Se continuar do jeito que está, ninguém sobrevive”, afirma Marina Pereira. “Nós não temos segurança, nós não temos perspectiva de que eles [os políticos] façam alguma coisa, então eu voto nulo por esse motivo, independentemente de partido”. O marido de Marina, Roque...

Como vai você?

on 1 out, 2016 in Comportamento

Ao final do mês de prevenção do suicídio, a Transite visitou a casa onde voluntários se revezam para atender quem busca ajuda para superar a depressão Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres: O relógio marca três horas da tarde de uma quinta-feira de setembro – amarelo, no caso, por se tratar da cor do mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Chegamos à casa de muros verdes em uma esquina movimentada da rua Desembargador Barcelos, no bairro Nova Suíça, região oeste de Belo Horizonte. Há um cartaz na fachada e outro na varanda de entrada que indicam: é ali o local onde funciona o Centro de Valorização da Vida (CVV) de BH, instituição de trabalho voluntário que oferece atendimento gratuito para pessoas que pretendem cometer suicídio ou com quadros de depressão e solidão. Segundo o Ministério da Saúde (Datasus), o Brasil registra mais...

O baseado abre-alas da Marcha da Maconha

on 28 maio, 2016 in Cidade, Comportamento

Visitamos o “beckstage” da Marcha deste ano para acompanhar os preparativos de quem luta pela descriminalização da Cannabis sativa.   14 metros de comprimento, 4,5m de altura, bambus, cola e muitos jornais. O que poderia formar um carro alegórico em um desfile de Carnaval, nas mãos da “comissão de arte” da Marcha da Maconha de Belo Horizonte, transforma-se em um grande baseado abre-alas da manifestação, que acontece neste sábado, dia 28 de maio de 2016 (baseado, para quem está de fora da brisa, é o mesmo que um cigarro de maconha, também conhecido como beck). Este ano, o beck foi montado na Faculdade de Letras da UFMG no dia anterior à Marcha. O resquício do feriado de Corpus Christi esvaziou a faculdade na sexta-feira, e, às 15h30, quando cheguei, o grupo era praticamente o único a trabalhar ativamente nas redondezas. É tradicional: desde 2012 um baseado simbólico...

Tem camisinha no bandejão?

on 28 abr, 2016 in Campus, Comportamento

Fomos ao restaurante universitário da UFMG perguntar a estudantes se eles estavam carregando camisinha na universidade. Se preferir, assista em nosso Facebook.  

A casa da criatividade

on 28 ago, 2015 in Cidade, Comportamento

O crowdfunding é cada vez mais popular em Belo Horizonte. Conheça as origens deste modo de financiamento e descubra um dos espaços mais descolados da cidade erguido pelo financiamento coletivo: a benfeitoria.   “Coletivo” é uma palavra em voga. Na contramão dos acusadores da tecnologia como aparato individualizante, estes tempos de internet coincidem com grandes manifestações populares nas ruas e efervescência de movimentos e projetos culturais realizados em conjunto. Todo mundo tem aquele amigo altamente conectado de quem já ouviu pelo menos uma vez a palavra crowdfunding. Se for um amigo mais adepto ao “aportuguesamento”, então “financiamento coletivo”. O crowdfunding (crowd de multidão, funding de financiamento) é a união de várias pessoas, geralmente anônimas umas para as outras, que contribuem financeiramente para dar forma a algum projeto. É o famoso chapéu...

Quem mocotó é esse?

on 9 jul, 2015 in Comportamento

Os bares são uma tradição em BH.  E o mocotó, por sua vez, é uma tradição em muitos deles. Conheça o Bar do Nonô, dono do mocotó mais famoso da cidade, e seus frequentadores mais fiéis.   Esta reportagem vai muito além do que o mocotó é. Mocotó não é abstrato, não é correlato, não é lagarto. Mocotó é um barato. Talvez se Jorge Ben Jor tivesse frequentado o centro de Belo Horizonte, teria acrescentado em sua letra que mocotó também é rito, é mito e é bonito. Descendo a Avenida Amazonas, encontramos o Bar do Nonô, que sem modéstia se intitula como o Rei do Caldo de Mocotó. No entra e sai fervoroso de clientes, descobrimos que mocotó pai, mocotó filho e mocotó família são uns dos responsáveis por manter viva a tradição do caldo de mocotó na capital mineira. Nós? Um trio formado por mineiros que nunca haviam experimentado o prato feito da pata do boi. Com a pergunta Quem mocotó é...