Twitter

Torcedores de primeira viagem

on 9 jul, 2015 in Comportamento, Esportes

Morar em BH e não assistir a futebol em bares era uma contradição na vida de quatro dos nossos repórteres. Eles remediaram a situação assistindo em bares até ao último minuto do segundo tempo de partidas do Cruzeiro e do Atlético. Agora contam como foi a experiência.   Belo Horizonte: a cidade dos bares no país do futebol. A combinação entre o amor pelos botecos e pelo esporte mais celebrado do Brasil é a receita de sucesso de dezenas de bares da capital mineira. Em dias de jogo, muitos bares se transformam em arquibancada. Neles, torcedores vivem momentos de tensão, lágrimas e vitórias com os olhos na tela das TVs. Perto de todo mundo existe um bar e toda semana é televisionada alguma partida de futebol. Na vida dos repórteres que escrevem este texto, porém, assistir a jogo de futebol em bar é algo extremamente incomum. Para dois de nós, até então lugar de torcer era em casa....

À caça dos à toa

on 11 maio, 2015 in Comportamento

Observamos o campus à procura dos lugares mais utilizados pelos alunos para procrastinar. Entre atividades acadêmicas, estágios e toda a correria da vida universitária, eles nos contaram quais seus lugares favoritos para descansar no campus.   Procrastinar. Pro-cras-ti-nar. Palavra doce que é uma espécie de baunilha dos pecados: assim como o sabor de sorvete, muita gente já provou, mas não sabe o nome daquele gosto conhecido. O latim explica: procrastinar é a combinação simples e preguiçosa dos termos pros, que significa “para frente, adiante”, e cras, palavra latina para “amanhã”. Portanto, procrastinar é deixar “para amanhã” – o que os íntimos também conhecem como “fazer corpo mole”, “empurrar com a barriga” e “enrolar”. A universidade, cheia de leituras e trabalhos, provas e aulas, é o local perfeito para a procrastinação. São várias as atividades...

O erudito é pop

on 2 dez, 2014 in Comportamento

Quem é o público dos concertos populares de Belo Horizonte? Entre uma música e outra, entrevistamos alguns deles nesta matéria.   Em Belo Horizonte, iniciativas para promover música, teatro e demais formas de arte vão se tornando cada vez mais comuns. Além disso, estão mais lotadas, com público ampliado graças à sua popularização. Um exemplo são os concertos populares nas praças da cidade, por preços acessíveis, que cativam um público fiel. Os fãs da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, por exemplo, enchem a página do Facebook de elogios, e também os assentos nos auditórios onde ocorrem os Concertos para a Juventude e as praças nas apresentações ao ar livre. Na Fundação de Educação Artística, os destaques são as Manhãs Musicais, apresentados na sede, com um ingresso que não tem preço fixado, mas uma “contribuição voluntária”. No Conservatório UFMG, a oferta de ritmos e estilos é...

Diabo em três faces

on 23 maio, 2014 in Comportamento

Entrevistamos o Diabo.   Uma tarefa: falar com o demônio. Um obstáculo: achá-lo. Um objetivo: entendê-lo. Foi nos dada a incumbência de conversar com o diabo. Satã, Demônio, Lúcifer, Coisa-ruim, Capeta, do que quer que você queira chamá-lo, não é um ser muito fácil de se rastrear – conseguir uma exclusiva, então, é quase impossível. Na cidade de Belo Horizonte, nos enfiamos atrás de um computador e chamamos seu nome, três vezes. Temido, admirado e famoso. Uma das figuras mais míticas da história do ser humano, é associado na maioria das vezes à maldade e ao perigo, ao inferno e à danação. Embora existam crenças que percebem essa figura de uma forma não negativa, que desaproxima de uma imagem criada principalmente pelo imaginário cristão, o diabo está fortemente ligado à representação do mal. Poderíamos buscar bençãos, graças e gracejos do simpático novo Papa. Poderíamos...

No primeiro sinal de um espírito gelei, não tinha mais como fugir

on 8 mar, 2014 in Cidade, Comportamento

Visitamos um terreiro pela primeira vez e te contamos como foi.   -M ãe, cadê os brinquedos do meu erê? Apenas no final da festa de São Cosme e Damião, ouvindo um médium perguntando onde estavam os brinquedos que o Raio de Luz tinha ganhado, acabo com as minhas dúvidas sobre o destino dos doces, dos carrinhos e das bonecas, entregues naquele dia. Eles guardam tudo que os erês deles recebem. No dia dos irmãos Cosme e Damião os erês fazem a festa. A comemoração na verdade é para eles, os sapecas espíritos infantis. Nesse dia o Ilê se transforma. Ao entrar no pátio, deparo com uma cama-elástica montada ao lado do espaço dedicado a Obaluaê. Dentro do salão, onde acontece as sessões, balões coloridos fazem parte da decoração. Perto da entrada, exatamente do lado da imagem de São Jorge e abaixo do quadro de Ogum, uma senhora passa a maior parte do tempo rodeada por adultos e crianças...