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Como vai você?

on 1 out, 2016 in Comportamento

Ao final do mês de prevenção do suicídio, a Transite visitou a casa onde voluntários se revezam para atender quem busca ajuda para superar a depressão Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres: O relógio marca três horas da tarde de uma quinta-feira de setembro – amarelo, no caso, por se tratar da cor do mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Chegamos à casa de muros verdes em uma esquina movimentada da rua Desembargador Barcelos, no bairro Nova Suíça, região oeste de Belo Horizonte. Há um cartaz na fachada e outro na varanda de entrada que indicam: é ali o local onde funciona o Centro de Valorização da Vida (CVV) de BH, instituição de trabalho voluntário que oferece atendimento gratuito para pessoas que pretendem cometer suicídio ou com quadros de depressão e solidão. Segundo o Ministério da Saúde (Datasus), o Brasil registra mais...

Procura-se trabalho que aceite deficiência

on 1 set, 2016 in Dossiê: Mercado de trabalho e deficiência

Aos 25 anos da Lei de Cotas para pessoas com deficiência, a Transite percorreu Belo Horizonte para saber como é o mercado de trabalho para quem tem deficiência – e descobriu que a Lei está longe de ser cumprida.   Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres:     Aos 11 anos de idade, Ronaldo Vilela começou a perder a visão. Era uma retinose pigmentar, doença hereditária que destrói pouco a pouco a retina – parte do olho humano na qual as imagens são formadas. Na pequena Água Boa onde vivia, município de apenas 15 mil habitantes no interior de Minas Gerais, os médicos não o enganaram: ano após ano, Ronaldo enxergaria cada vez menos até se tornar totalmente cego. Hoje, com 30 anos de idade, Ronaldo vê apenas vultos. Ele concluiu o Ensino Fundamental e o Médio, formou-se como técnico agrícola e deixou Água Boa para trás –...

O trabalho de quem tem deficiência

on 1 set, 2016 in Dossiê: Mercado de trabalho e deficiência

Enquanto recrutadores buscam profissionais “mais qualificados”, pessoas com deficiência dizem só encontrar postos operacionais. Nesse cabo de guerra, as vagas garantidas por Lei continuam não sendo preenchidas.   Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres:   “Sou advogada, fiz pós-graduação em Ciências Criminais, pós-graduação em Política Pública, trabalhei no Estado”, lista Ana Lúcia de Oliveira. Entretanto, mesmo com as qualificações, ela encontra dificuldades para conseguir emprego. O motivo: ela usa cadeira de rodas. Em uma entrevista, após saber que não poderia ser contratada como advogada, chegou a ouvir “Eu tenho pra peão, serve?”, conta. Uma amiga que trabalha com recursos humanos sugeriu que Ana não mencionasse algumas de suas qualificações nas entrevistas. “Ô, Lu, tira muita coisa do seu currículo, seu currículo é muito bom”,...

As empresas que não cumprem as cotas

on 1 set, 2016 in Dossiê: Mercado de trabalho e deficiência

Nos últimos dois anos, mais de 200 empresas apenas em Belo Horizonte foram multadas por não cumprirem as cotas para pessoas com deficiência. Saiba de quem são as maiores multas e o que os recrutadores têm a dizer.   Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres:   “Mas quem que informou isso pra vocês? […] Sem autorização, isso é uma informação confidencial”, questionou ao telefone Amanda Castro, analista de RH da Integral Engenharia. A reportagem da Transite queria saber: por que a construtora foi multada pelo Ministério do Trabalho por não cumprir a cota de pessoas com deficiência? “A empresa é bem reservada, sabe? Ela não é muito de dar essas informações, não”, avisa Amanda. Os dados a que Amanda se refere realmente não estão facilmente disponíveis ao público. Apesar de descumprirem a Lei de Cotas (8.213/91), as empresas que são...

A prisão, o hospital e o banco

on 1 set, 2016 in Dossiê: Mercado de trabalho e deficiência

Conheça Ana Lúcia, advogada paraplégica que, de muletas, escapou de uma rebelião na penitenciária de segurança máxima onde trabalhava; Saulo Rosa, único aluno cego de Medicina da turma; e Lecir, bancária que usa cadeira de rodas e que está em permanente conflito com os móveis do banco. Abaixo está a versão em áudio desta reportagem, comentada pelos repórteres: Ana Lúcia de Oliveira passava pela primeira semana de estágio em Direito na Penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Ribeirão das Neves, quando precisou fugir de uma rebelião. Ela estava em um banheiro, e mal teve tempo de fechar o zíper lateral das calças quando um agente penitenciário alertou: “Corre, menininha, corre!”. Desde os 12 anos de idade, Ana Lúcia reveza cadeira de rodas e muletas para se locomover. Naquele dia, foi com a ajuda das muletas que ela fugiu o mais rápido que pôde. No desespero para escapar do...

O baseado abre-alas da Marcha da Maconha

on 28 maio, 2016 in Cidade, Comportamento

Visitamos o “beckstage” da Marcha deste ano para acompanhar os preparativos de quem luta pela descriminalização da Cannabis sativa.   14 metros de comprimento, 4,5m de altura, bambus, cola e muitos jornais. O que poderia formar um carro alegórico em um desfile de Carnaval, nas mãos da “comissão de arte” da Marcha da Maconha de Belo Horizonte, transforma-se em um grande baseado abre-alas da manifestação, que acontece neste sábado, dia 28 de maio de 2016 (baseado, para quem está de fora da brisa, é o mesmo que um cigarro de maconha, também conhecido como beck). Este ano, o beck foi montado na Faculdade de Letras da UFMG no dia anterior à Marcha. O resquício do feriado de Corpus Christi esvaziou a faculdade na sexta-feira, e, às 15h30, quando cheguei, o grupo era praticamente o único a trabalhar ativamente nas redondezas. É tradicional: desde 2012 um baseado simbólico...

Por onde andam os ambulantes?

on 18 maio, 2016 in Campus

No dia 4 de maio, a Guarda Municipal apreendeu o carrinho e as mercadorias da vendedora ambulante Maria Dalva de Oliveira, 53. Apesar dos 16 anos na portaria principal da UFMG vendendo doces, balas, pipocas, pirulitos, água e cigarros, Dalva estava em situação irregular com a Prefeitura (a atividade é regulamentada pelo Código de Posturas do Município de Belo Horizonte). Esta é a segunda vez que o seu carrinho é apreendido apenas neste ano, e a sexta em todo o seu tempo de trabalho como ambulante. Desestimulada pela burocracia para recuperar o material, Dalva inovou: agora vende as mercadorias em um carrinho de supermercado. Ainda assim, a vendedora lamenta a apreensão do antigo carrinho, feito especialmente para ela por um amigo carpinteiro, e aponta um prejuízo de aproximadamente R$ 2 mil. Seja acompanhada pelo antigo carrinho, levado pelos fiscais, seja pelo novo, improvisado, Dalva...

Tem camisinha no bandejão?

on 28 abr, 2016 in Campus, Comportamento

Fomos ao restaurante universitário da UFMG perguntar a estudantes se eles estavam carregando camisinha na universidade. Se preferir, assista em nosso Facebook.