Substantivo masculino: o céu onde vivem os orixás

Por Júlia Fernandes e Timóteo Dias

Nas últimas semanas, tentamos entender como se conta a história de um grupo de dança. No início, parecia simples: procurar datas, fotografias antigas, documentos, recortes de jornal. Descobrimos rapidamente que nada disso bastava. Um grupo não é apenas o nome pintado na fachada, nem o estatuto registrado em cartório, nem mesmo os espetáculos que apresenta. Um grupo é feito sobretudo das pessoas que permanecem quando o ensaio termina.

Talvez por isso a memória não é individual. Ela existe sempre a partir das comunidades que a sustentam. Lembrar, portanto, é um exercício coletivo. E foi assim que entendemos o grupo ao qual decidimos pesquisar, por meio de um território de afetos, permanências e encontros.

Para compreender essa história, então, escolhemos ouvir quem a atravessa por dentro. Bailarinos, diretores e pesquisadores que, com suas vozes, levam a dança do espetáculo à memória compartilhada. É por esse caminho que seguimos daqui em diante.

Rua Espírito Santo, 757, Centro. Sobre o olhar atento dos motoristas que enfrentam o trânsito das seis horas na extensa Avenida Afonso Pena, a música se inicia. A percussão é como um aviso aos artistas. Nos corredores sinuosos e cobertos por flores, o chão treme em passos, batidas e alegria. As janelas convidam à Casa Cheia.

Em um palco de teatro iluminado por refletores, um grupo de dançarinos se apresentam em formação. Eles usam chapéus de aba larga, capas vermelhas e azuis e roupas claras. Ao fundo, músicos tocam instrumentos como acordeom, violão e percussão, sentados em uma plataforma elevada. Atrás deles há um grande painel colorido com listras verticais em tons vibrantes e a ilustração em preto e branco de uma pessoa usando adornos florais na cabeça. Uma leve fumaça cênica espalha-se pelo palco, criando atmosfera dramática para a apresentação cultural.

Siriri - Manifestação do Mato Grosso / Foto: Paula Amaral

1990. Um chamado que desperta. Sérgio Cosse (65) conheceu o grupo através de seu irmão, que era bailarino. Durante uma apresentação em que fora convidado pelo familiar, sentiu. Foi seduzido pela música alegre e pelas cores vibrantes. Não demorou muito, inscreveu-se na audição seguinte e entrou para fazer história.

Durante mais de 30 anos, presenciou diversas fases do grupo de projeção folclórica. Algumas prósperas, com apresentações recorrentes, investimento, visibilidade. Outras difíceis, com problemas relacionados ao apoio público e privado, especialmente financeiro, afinal não há garantia de recursos para manutenção das atividades. Além disso, há também quem descredibilize o trabalho arduamente desenvolvido. 

No aniversário de 50 anos do grupo, fizeram um grande show no Palácio das Artes. “A entrada estava cheia com nossos trajes. Foi também o lançamento do livro. Lotou de gente querendo entrar e não tinha mais lugar.” Contudo, ao tentar que os veículos de notícia da época cobrissem o evento, a resposta não foi positiva: “Um dos jornais falou assim: ‘50 anos não são 100 anos’”, lembra.

Sem que os percalços os desanimem, Sérgio conta de olhos marejados: “As viagens mais marcantes foram Carbonita e Japão.” Na primeira, realizada em 2013, destaca a convivência com Dona Fiinha, que cedeu sua pequena casa para abrigar a equipe durante uma temporada no interior mineiro. A anfitriã acordava antes de todos para preparar as quitandas do café da manhã. Na segunda, pouco tempo depois, a história é marcada pela presença do então Imperador japonês, Akihito. Durante sua estadia na Terra do Sol Nascente, todo o grupo se inseriu verdadeiramente naquele espaço, contribuindo para a cultura local tanto quanto muniram seu vasto repertório. Figuras tão distintas, mas igualmente impactantes, principalmente pelo respeito com eles. “O carinho que têm conosco é muito especial!”, comenta.

Esta é uma montagem de quatro fotos que mostram um grupo de pessoas em diferentes cenários e trajes tradicionais japoneses. As expressões são de alegria e entusiasmo. No canto superior esquerdo, um grupo de seis homens está vestido com armaduras de Samurai completas, incluindo capacetes e espadas. Eles posam de forma dinâmica em uma área externa com casas de estilo rústico ao fundo. À frente deles, de costas para a câmera, uma figura vestida inteiramente de preto como um Ninja faz um gesto dramático. No canto superior direito, o grupo (homens e mulheres) aparece usando uniformes vermelhos idênticos. Eles estão posicionados à frente de uma imponente construção no estilo clássico japonês de madeira vermelha, com telhados de múltiplas camadas e uma lanterna de pedra ao lado.
No canto inferior esquerdo, o grupo posa perfilado, todos vestindo quimonos iguais em tons de azul escuro e branco. Eles estão sorrindo para a foto em um ambiente arborizado. No canto inferior direito, uma cena festiva onde alguns integrantes aparecem novamente com armaduras de Samurai, empunhando katanas. No centro, uma mulher sorridente, sentada em um banco,  veste um quimono branco com detalhes florais e segura uma sombrinha vermelha aberta. O fundo é composto por muros de pedra e vegetação.

Japão: “Eles fizeram tudo pra gente conhecer a cultura deles” / Foto: Arquivo Aruanda 

Na recepção, um grande banner anuncia a diversidade. Cumprimentos que emendam abraços e longas conversas. A troca evidente é o que alimenta a dedicação voluntária a se manter de pé depois de um dia cansativo.

Idealizado pelo diretor Paulo César Valle e pela professora de Educação Física Maria Aparecida Izar, o conjunto nasceu para pesquisar e divulgar a cultura popular brasileira através da música e da dança. Jovens estudantes entre 11 e 14 anos ensaiavam diariamente após as aulas no Colégio Clemente Faria, em Belo Horizonte. Sua estreia ocorreu no salão do antigo Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (IAPETC), no encerramento do ano letivo de 1960 – ano esse que seria conhecido por abrigar o começo da trajetória do maior grupo de danças populares do país.

1993. Quando Romênio Coelho (50) chegou ao segundo andar do Castelinho, no centro de Belo Horizonte, não imaginava que permaneceria ali pelas três décadas seguintes. Tinha vindo do interior de Minas para estudar Relações Públicas, morava sozinho na capital e procurava apenas uma atividade física de baixo custo para ocupar o tempo. Nunca havia dançado, “mas sabia que tinha ritmo”, revela.

A descoberta daquele espaço veio através de uma pequena nota de jornal anunciando inscrições abertas para uma equipe de dança popular. Antes disso, tinha assistido somente a uma apresentação rápida numa praça do centro da cidade. O suficiente para despertar sua curiosidade. A ideia inicial era prática: já que não podia pagar academia, talvez pudesse ao menos se movimentar. O primeiro ensaio mudou tudo.

Romênio gostou das danças, dos figurinos, da música, mas principalmente das pessoas. Foi ficando. Hoje, como diretor de comunicação e projetos do grupo, diz daquele espaço menos como instituição e mais como família. “As pessoas ficam muito tempo [...] A gente até se trata assim.”

Foto de uma apresentação artística em um palco de teatro. Na parte da frente, dançarinos ajoelhados formam duas fileiras, usando chapéus de palha largos, capas vermelhas e azuis e roupas brancas. Ao fundo, músicos sentados tocam instrumentos como acordeom, violão e tambores. Atrás deles há um grande painel colorido com faixas verticais e o desenho em preto e branco de uma pessoa com flores na cabeça. Dois refletores iluminam o palco de cima, enquanto fumaça cênica cria um efeito dramático ao redor dos artistas.

Vaqueiros do Marajó - Manifestação do Pará / Foto: Paula Amaral

Por lá, os figurinos ocupam corredores inteiros. Romênio gosta especialmente de apresentar esse acervo para crianças durante visitas guiadas. Explica símbolos, fala das manifestações populares e insiste que cada traje carrega uma responsabilidade: representar fielmente quem foi pesquisado. Fidelidade que, aliás, é uma obsessão antiga. Já nos anos 1970, alguns integrantes viajaram para o Sul do país para pesquisar danças gaúchas diretamente com grupos locais. Tempos depois, parte desse material ajudou as próprias equipes pesquisadas a recuperar tradições que haviam se perdido. Outra vez, numa apresentação inspirada em manifestações do Marajó, uma situação curiosa: uma espectadora paraense entra no camarim procurando os conterrâneos que julgava ter encontrado em Belo Horizonte. Eram eles, fazendo jus às tradições, às memórias. “Não é competição, é troca.”, reforça Romênio.

Quando se recorda dos momentos mais marcantes de sua trajetória, a emoção de representar o Sudeste na cerimônia de posse do primeiro mandato do presidente Lula é destaque, juntamente das viagens internacionais. Na Holanda e na Bósnia, ficou hospedado na casa de famílias locais, compartilhando refeições e aprendendo costumes. O interiorano das terras mineiras, acredita, inclusive, que talvez nunca tivesse conhecido aqueles lugares sem a dança.

Porém, ao falar sobre cultura popular, sua voz endurece. Durante anos, viu grupos como o dele receberem pouco espaço e pouco reconhecimento institucional. Enquanto produções consideradas “eruditas” ocupavam páginas inteiras dos jornais, eles apareciam em notas pequenas.

Em conjunto com tantos outros, Romênio continua. Entre tambores, roupas bordadas e passos aprendidos pelo Brasil inteiro, o que começou como uma alternativa barata à academia acabou se tornando parte de quem ele é.

O ambiente é ao ar livre, com um fundo de folhagens densas e iluminado pela luz natural. Um grupo numeroso de pessoas posa para uma foto. À esquerda, em primeiro plano, uma jovem sentada no gramado segura uma placa amarela com a inscrição "Brazilië", posicionada logo abaixo da bandeira do Brasil. Os integrantes vestem uma rica variedade de trajes folclóricos: há homens com lenços vermelhos e chapéus de estilo gaúcho, mulheres com saias rodadas de baiana e adereços de penas coloridas, além de um homem ao fundo com um grande cocar de fitas coloridas. A disposição do grupo está em diferentes níveis, alguns sentados no chão, outros em bancos ou em pé.

Holanda: “A gente chamava os pais daquela família de pai e mãe” / Foto: Arquivo Aruanda

São detalhes que se repetem. Seja nos acessórios guardados com cuidado ou nas 5 toneladas de vestimentas que jamais perdem seu sentido, o que foi vivido se deposita ali de maneira silenciosa, como se estivesse num lugar concreto para continuar existindo. Aos poucos, a lembrança deixa de ser apenas narrativa e se transforma em presença, ganhando forma, cor e textura.

Há chapéus do Sul, coroas de congados mineiros, saias rodadas do Nordeste, fitas coloridas, botas e sapatilhas. Cada qual com seu dono. Cada dono com um pavilhão de histórias. Se o tempo parece parar no 2° andar, o recomeço do acordeon nos desperta. E tudo ganha movimento outra vez.

2007. 18 anos de uma história que começou por acaso. Sara Brito (40) sempre pertenceu à dança, como se a arte a tivesse encontrado em outro plano. Sob camadas de jazz, balé e dança contemporânea, a cultura popular foi atravessamento. Houve um espetáculo do grupo, e embora não o conhecesse a fundo, ela convidou diversos amigos de uma turma do Arena da Cultura em BH para assistir: “Oh, gente, parece legal, não sei nem o que é direito, mas quero ir.” No fim das contas, não foi, e conta que ficou super chateada.

Felizmente, o desencontro não durou muito. Na semana seguinte, ela estava andando na rua quando viu uma amiga, que disse: “Sara, vem cá, a gente vai se inscrever para a audição do grupo”. O mesmo que tanto despertou sua curiosidade, Sara permaneceu. Encontrou propósito. Decidiu que era ali que queria ficar.

No corpo de baile, ganhou repertório. Conheceu lugares – dentro e fora do Brasil –, vivenciou diferentes culturas e, o que destaca como talvez mais importante, construiu amizades. Em meados de 2022, quando se tornou ensaiadora – responsável por transmitir aprendizados para outros membros –, cresceu mais. De modo pessoal e profissional, os impactos de viver a magia das danças populares foram inúmeros, mas um momento especial marcou sua experiência.

Numa viagem à Grécia, em 2009, ela voaria pela primeira vez de avião. Apesar da convivência durante os ensaios, Sara ainda não era tão próxima de seus colegas, então foi sozinha para o aeroporto. Ao chegar no avião, a poltrona em que sentaria não tinha ninguém ao lado. “Nisso, o Sérgio [presidente do grupo], na hora que o avião ia decolar, sentou no banco vazio. Eu nem comentei que estava com medo [...]. Aí ele pegou minha mão e perguntou: "Sua primeira vez, né?" Eu respondi que sim. Ele continuou: "Eu vou ficar aqui com você até o avião decolar".”

O ambiente é aberto e ensolarado, sob um céu azul claro em um dia de clima quente. Em um plano médio, um grupo numeroso de pessoas posa para uma fotografia em uma área pavimentada com pedras claras. Todos vestem camisas polo de cor vermelha vibrante e muitos utilizam acessórios como óculos de sol, bonés e chapéus de aba larga para se protegerem do sol. No centro inferior da imagem, quatro integrantes agachados seguram horizontalmente uma bandeira do Brasil. Ao fundo, a paisagem é composta por árvores verdes e uma colina árida, onde se destaca uma antiga muralha de pedra clara. À direita, parte de uma calçada e mais vegetação completam o cenário de viagem cultural.

Grécia: “De não esperar a gente pedir, de chegar e agir” / Foto: Arquivo Aruanda

Pequenos gestos – imperceptíveis para quem vê de fora – acabam se tornando marcos silenciosos do pertencimento. Não se trata apenas do destino final, mas do que acontece no intervalo. O cuidado não anunciado constrói vínculos com mais força, transformando a convivência circunstancial em uma rede de apoio de presença constante, capaz de sustentar a história. Essa que se espalha, se acumula e se escreve. Coletivamente.

Um grupo que existe há 66 anos, mas que tem sua história sustentada para além das datas oficiais. Ela vive espalhada em viagens de ônibus pelo interior do país, em gravações antigas, em pesquisas feitas diretamente com comunidades populares e, principalmente, nos corpos de quem dança.

2013. João Oliveira (30) é filho de uma mãe que sonhava em ser paquita da Xuxa e integrar a banda É o Tchan. Não por coincidência, ele respira dança desde pequeno, como se a paixão pela arte corresse em seu sangue. Apesar de tão visceral, nem sempre foi fácil praticá-la. Na infância, dançava sempre que podia na escola, mas o retorno de seus colegas vinha em forma de ofensas e ridicularizações. Sua trajetória começou dolorida, atravessada pelo preconceito, para só depois se tornar prazerosa, com sua persistência no que é parte de quem ele é: “O corpo que dança, quando ele para, ele sente. E não é só fisicamente não, no emocional também, ainda mais quando você se afasta de um lugar especial.”

Com cerca de 12 anos de idade, João teve uma espécie de imprinting – termo da psicologia que explica um tipo de aprendizagem rápida e irreversível que ocorre em um período crítico inicial da vida, criando vínculos emocionais intensos. Uma apresentação de danças populares aconteceu em sua cidade natal, Carbonita. Tudo era hipnotizante. Os corpos, os movimentos, as cores dos figurinos. Era o início de um vínculo para toda a vida.

Aos 18, o rapaz deixava o interior de Minas Gerais rumo à capital do estado. Duas cidades que se opõem em muitos aspectos. A primeira possui cerca de 8 mil habitantes; a segunda, mais de 2 milhões. No interior, os vizinhos nos conhecem para além do cumprimento na calçada; na metrópole, os olhares se cruzam sem a famosa pergunta: “cê é fi de quem?”. No caso de João, a casa onde cresceu era o lugar em que se sentia desconhecido. Mal sabia ele que encontraria nesse novo ambiente sua nova família: “Os primeiros amigos que eu fiz foram em Belo Horizonte, as primeiras festas que fui, os primeiros rolês que dei.”, completa o dançarino.

Em uma cidade com tantas pessoas que se misturam, seja nas ruas, transportes, prédios ou praças, é difícil não se sentir pequeno ou sozinho. No entanto, depois de integrar o círculo de dança que brilhou seus olhinhos de menino, João se distancia dessa sensação e se aproxima do acolhimento, inerente ao conceito que o nomeia.

Aruanda ou Aluanda é um termo das religiões afro-brasileiras que descreve um local no mundo espiritual similar a um paraíso que orbita a ionosfera terrestre. O termo é uma corruptela de Luanda, representando o desejo dos escravizados de voltar à terra natal. Com o tempo, tornou-se uma terra mística, quem sabe o lugar da nossa memória coletiva.

O ambiente é um palco de teatro com piso de madeira clara e um fundo cênico em tons de azul e branco. Em destaque, sete homens avançam em direção ao espectador em uma performance coreografada, todos vestidos com trajes de cangaceiros. Eles usam túnicas e calças de brim em tom cáqui, adornadas com bandoleiras cruzadas no peito, bolsas laterais bordadas e chapéus de couro de aba dobrada com detalhes em relevo. Alguns homens usam lenços coloridos no pescoço em tons de azul, vermelho e amarelo. Com expressões faciais intensas e sorridentes, eles empunham réplicas de fuzis de madeira. Ao fundo, de forma levemente desfocada, aparecem músicos e outros integrantes da companhia.

Xaxado - Manifestação da Paraíba / Foto: Paula Amaral

Certas histórias não se explicam de imediato, mas se atravessam. Há algo nesse nome que aponta menos para um lugar fixo e mais para um estado de espírito, uma espécie de território não circunscrito em fronteiras. Não um ponto no mapa, mas um acúmulo de vozes e gestos que insistem em permanecer. E é nessa mistura que nos aproximamos. Não como quem observa, mas como quem se insere. Pouco a pouco. E passa a reconhecer ali algo familiar.

2026. Júlia (20) e Timóteo (23) são os novos repórteres da Transite. Numa quarta-feira despretensiosa, nos imergimos em parte dessa história. Já munidos de conteúdo das entrevistas anteriores, nos propusemos a uma outra tão especial quanto: aquela conversa contada como boa prosa mineira, agora por quem viveu essa experiência há tanto tempo.

Se o bom filho à casa retorna, é uma honra me desprender da observação e me colocar nas últimas linhas dessa história. Que bom que pude voltar e apresentar ao meu colega de trabalho – obrigada por entrar nessa comigo, Timóteo – um pedacinho da magia por trás das janelas antigas, do chão de tábua corrida e de um acervo de tirar o fôlego. Esse espaço onde pessoas vindas de tantos cantos diferentes encontram, pela música e pela dança, uma forma de voltar para casa.

Sejam bem-vindos ao Grupo Aruanda!

A imagem é um mosaico visual vibrante que captura os bastidores e a história do Grupo Aruanda. A composição mistura fotografias de ensaios, figurinos e elementos decorativos da sede do grupo. No lado esquerdo, vemos registros da fachada da sede à noite e detalhes internos, como uma escadaria adornada com pinturas de flores brancas e azuis nas paredes. Ao centro, a palavra "aruanda" aparece escrita em letra cursiva vermelha. O lado direito é dominado por araras repletas de roupas coloridas e volumosas em tons de roxo, dourado e vermelho. Há prateleiras com rolos de fitas brilhantes e caixas contendo chapéus de palha e adereços. Duas coroas em vermelho e dourado estão em destaque na parte inferior. No quadrante superior direito, vemos mulheres de costas durante um ensaio, vestindo saias longas e vermelhas em uma sala com piso de madeira. Máscaras de folia, banners comemorativos e estandartes religiosos também fazem parte da composição. Pequenas fotos mostram janelas de madeira abertas para a noite e bonecos vestidos com trajes típicos.

Galeria: “Das portas às janelas, respiramos dança” / Foto e Montagem: Júlia Fernandes

 

Júlia Fernandes é encantada pelo poder do movimento, especialmente quando em palavras
Timóteo Dias é plural como o jornalismo: é POP, é TECH, é TUDO