Por João Pedro Ribeiro, Leticia Housen, Natalia Pereira e Nicolas Pereira
O que acontece quando o Estado, que historicamente nega a existência de um corpo, decide que é hora de “reeducá-lo”? No papel, admite-se que o sistema penitenciário brasileiro possui funções preventivas e ressocializadoras. Nessa perspectiva, a pena não seria apenas castigo, mas um percurso educativo, um retorno ao convívio social. No entanto, quando olhamos para as trajetórias de travestis e mulheres transexuais no Brasil, podemos nos deparar com uma pergunta que o Direito insiste em silenciar: é possível pensar na ressocialização de pessoas que nunca foram socializadas antes?
Quer embarcar nessa jornada? Vem com a gente!

O podcast “Porta Giratória” mergulha nas fissuras entre a letra da lei e a realidade das vivências transfemininas no cárcere. Se a porta da escola foi fechada, se o mercado de trabalho foi negado e se o ambiente familiar foi o primeiro cenário de expulsão, de qual “sociedade” estamos falando quando propomos o retorno?
É isso que buscaremos responder com a ajuda de convidadas especiais: Juhlia Santos, comunicadora e primeira mulher quilombola e travesti a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e Vanessa Sander, doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, especialista nas relações de gênero.
O podcast Porta Giratória está disponível nas plataformas da Rádio Terceiro Andar.
* Reportagem produzida na disciplina laboratório “Jornalismo e Intersecções Letais: Raça, Gênero e Cárcere, coordenada por Frederico Lisboa e Nayara Souza, bolsista Rafael Souza Silva, supervisão de Elton Antunes e Phellipy Jácome. O Laboratório integra as atividades do projeto de extensão "uauá: cotidianos intermitentes".