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Como se inventam as tradições

on 1 dez, 2014 in Memória do curso | 0 comments

Relembre as origens e descubra qual o destino de uma das festas mais tradicionais do curso de Comunicação Social da UFMG, o Churrascom.

 

Algo que sempre existiu na Comunicação Social da UFMG, desde a criação do curso, em 1962, são as famosas festas dos alunos. Para cada nova turma de calouros, há uma festa, espécie de iniciação. E há outras, menos óbvias, que acabam se tornando tão tradicionais quanto: o “Bordel da Raquel”, a “Castíssima” e a “Festa à Fantasia Sexual” são alguns exemplos.

Enquanto novas festas são criadas, outras deixam de existir. Esse último caso parecia ser o destino do badalado “Churrascom”, que, até pouco tempo atrás, dava sinais de extinção – sua última edição foi em 15 de dezembro de 2012. Mas eis que um grupo de alunos resolveu não deixar a festa acabar e está organizando a próxima edição do evento, marcada para o dia 6 de dezembro.

Corre por aí que o primeiro Churrascom aconteceu por volta do ano 2000. Ele sempre acontecia nos dias da final do Torneio McLuhan, campeonato de futebol dos alunos de Comunicação Social. Conversamos com alunos e ex-alunos que passaram pelo curso nos últimos 20 anos para saber mais sobre as origens do evento, questões de organização, curiosidades e expectativas para a próxima edição.

Importante lembrar que, como em toda tradição, há informações que se perdem ou que são difíceis de precisar. Optamos, então, por deixar a memória dos alunos e ex-alunos falar à vontade, sem se importar com eventuais contradições e lacunas.

O Churrascom surgiu junto com o Torneio McLuhan?

Rafael Torres (Turma de 1997) – O Torneio McLuhan foi criado por mim e pelo Patrick, que se graduou na mesma época que eu. O Churrascom já existia, e o que eu e mais três outros colegas fizemos foi organizá-lo de forma mais profissional, pois até então o pessoal se reunia e cada um levava alguma coisa para a festa. A gente acabou fazendo o esquema de churrasqueiro, venda de convite, campanha de cada edição… O nosso projeto experimental de conclusão de curso, inclusive, foi a ativação do Churrascom.

Henrique Milen (Turma de 1997) – Surgiram quase juntos. Acho que os primeiros “Churrascoms” foram em 1998. O primeiro McLuhan foi no início de 1999.

Vetrô Vetromille (Turma de 2002) – Não consigo apontar o começo dessas tradições. Quando cheguei ao curso, elas já estavam bem integradas ao calendário. Mas posso dizer que o Churrascom era uma festa muito esperada do curso e que, em algumas ocasiões, ela fomentava a criatividade dos alunos de publicidade com os concursos para campanha de divulgação.

Para saber mais sobre o Torneio McLuhan, confira a reportagem “De quando os dinossauros corriam no CEU” feita pela revista NoHall.

A festa sempre acontecia no dia da final do McLuhan?

Henrique Milen (Turma de 1997) – Não, essa junção foi bem depois. Aliás foi uma ótima ideia, pois valoriza os dois eventos.

Vetrô Vetromille (Turma de 2002) – No tempo em que organizei o McLuhan, o Churrascom sempre coincidia com a final. Eu estudei na UFMG de 2002 a 2006 e fui do Centro acadêmico de 2003 a 2004.

Na sua época, o Churrascom era a principal festa do curso? Qual era o seu diferencial?

Henrique Milen (Turma de 1997) – Quando surgiu, ainda não era a principal. Uma turma mais antiga tinha inventado o Bordel da Raquel, uma festa à fantasia “picante”, bem legal.

Vetrô Vetromille (Turma de 2002) – A diferença em relação às outras festas era o espaço de convívio extra-cotidiano. Isso de fugir da rotina, liberar energias potenciais… e era essa a loucura que havia nela. Não era tão agradável quanto a liberação das festas à fantasia sexual, mas era divertido.

O Comunica participava da organização?

Henrique Milen (Turma de 1997) – Acho que, no início, o Comunica dava um apoio para o Churrascom, mas não lembro detalhes. Não sei em que momento o Comunica assumiu a organização, mas isso deve ter sido bom pros eventos, porque é difícil produzir essas paradas sem apoio.

Vetrô Vetromille (Turma de 2002) – O Comunica sempre organizou o evento e ele começava com um prejuízo esperado pelo Centro Acadêmico. Nosso debate sempre era a responsabilidade do C.A. para criar espaços de convívio extra-cotidiano para o curso. Tentávamos sempre fechar um sítio na região da Pampulha para facilitar o acesso e para que a parte da organização que estava engajada no McLuhan pudesse chegar logo e reforçar o trabalho.

Confira mais sobre o que as pessoas acham do Churrascom e o que vem de novo por aí:

Beatriz Lobato

Estudante de jornalismo. Presenciou o Churrascom de 2012, que definitivamente fez jus ao que dizem por aí.

Pedro Lucchesi

Participou do Churrascom que ficou famoso pela presença marcante do professor Delfim. É da turma de 2011/2.

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