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Igreja, bar e muitas ruas

on 14 nov, 2017 in Cidade, Comportamento

Jequitinhonha: Uma avenida como qualquer outra na região leste de BH, localizada entre a boemia e a fé da considerada capital mundial dos botecos. Em um trecho de quatro quarteirões, coexistem seis bares, seis igrejas e diversos moradores cheios de histórias para contar.   Em outubro de 2017, a Prodabel, empresa de Informática e Informação do município de Belo Horizonte, confirma aquilo que todo belo-horizontino já sabia sobre a imensa concentração de bares na capital mineira. Criando um mapa de densidade a partir dos dados de registro de atividades econômicas da Prefeitura, a Prodabel afirma sem receios: Belo Horizonte tem uma média de 28 botecos a cada quilômetro quadrado. Ou seja, em seus 332Km², a capital mineira abriga mais de 9.500 bares cadastrados. Motivo de estranhamento para alguns, comemoração para outros. Pois nem a alta religiosidade dos belo-horizontinos atrapalha o...

Tem mico no cardápio?

on 14 nov, 2017 in Campus, Comportamento

Em lugares com grande fluxo de pessoas, a probabilidade de algo estranho ou vergonhoso acontecer é bem alta. E foi buscando por esse tipo de história, que conversamos com os usuários do Restaurante Universitário Setorial I (Bandejão), localizado no campus Pampulha da UFMG, que recebe milhares de usuários por dia.     Marcus Teixeira Além do cozido misto, também tem mico no cardápio. Caroline Martins Como intercambista da Bélgica, eu gostei imensamente dessa primeira experiência jornalística aqui no Brasil, e especialmente fazer ela em português. Me deu vontade de fazer outras!  ...

O rastro da UFMG por BH

on 29 out, 2017 in Campus, Cidade, Memória do curso

Belo Horizonte e UFMG cresceram de mãos dadas. Em 1927, quando desembarcou na capital mineira, a Universidade ainda se chamava UMG e BH tinha pouco mais de 55 mil habitantes, segundo dados do censo de 1920. Noventa anos depois, 55 mil  é o número de pessoas que, diariamente, circulam só no campus Pampulha, enquanto a capital se tornou uma metrópole com 2,5 milhões de comedores de pão de queijo. Ao longo desses anos, a UFMG  já circulou por diferentes bairros e edifícios na cidade. Para contar um pouco dessa história, a Transite preparou um mapa interativo com todos os prédios que já sediaram unidades acadêmicas autônomas da UFMG (ou da antiga UMG), durante esses 90 anos. Nele, aparecem a FAFICH que se tornou hotel quatro estrelas, a FACE que deixou de ser FACE mas segue frequentada por muita gente da área econômica, a Engenharia que virou centro cultural, alguns prédios que foram...

Revista Transite ganha prêmio por dossiê sobre pessoas com deficiência no mercado de trabalho

on 30 ago, 2017 in Dossiês

Mercado de trabalho e pessoas com deficiência é o nome do dossiê, publicado pela Revista Transite – Movimento em Revista, agraciado na noite de ontem (17) com o Prêmio do Ministério Público do Trabalho de Jornalismo (MPT), na categoria universitário, etapa nacional. “Para mim representa um reconhecimento do trabalho dos alunos, da relevância do jornalismo nas questões atuais, mas principalmente da capacidade de se fazer bom jornalismo quando as pessoas se envolvem com o que fazem, quando existe dedicação”, afirma Bruno Fonseca, um dos editores da revista. Em sua opinião, o trabalho premiado comprova que é possível produzir jornalismo relevante, responsável e atual na academia, “mesmo com todas as dificuldades da profissão e da falta de recursos.” O dossiê é fruto de trabalho desenvolvido pelos estudantes de graduação em Comunicação Social Gabriel Martins, Gabriel Rodrigues, Júlia...

Um novo olhar sobre Pole Dance

on 3 jul, 2017 in Esportes

Independente do gênero ou da profissão, a prática de pole dance torna-se cada vez mais popular: são inúmeros os estúdios de dança que, atualmente, oferecem aulas aos seus usuários. A Equipe da Transite conversou com praticantes e profissionais de pole dance de Belo Horizonte para responder algumas das principais dúvidas das pessoas acerca do tema. Josué Gomes Pole dance ainda é pouco reconhecido como um esporte. É muito comum ouvir falar do pole como uma técnica de sedução, mas o que as pessoas precisam realmente saber é sobre o bem que o esporte faz pra quem pratica! Paloma Arantes Pole é tudo isso. É sexy, é esporte, é um exercício de paciência, mas acima de tudo, é empoderador. Vitória Brunini Não existem padrões no pole dance: mesmo que cada pessoa tenha a sua limitação, todo mundo pode praticar da sua maneira. Isso é...

BH vista de cima

on 23 maio, 2017 in Cidade

A cidade de Belo Horizonte possui 487 bairros, segundo o Censo Demográfico de 2010, e a vida em cada um deles pode ser bastante diferente. Pelo menos é o que apontam as desigualdades do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em diversas regiões da cidade. O IDHM leva em consideração os mesmos três parâmetros do IDH global: longevidade, educação e renda. Atualizado em 26 de maio ERRATA: de acordo com o Atlas Brasil, o cálculo do IDH, que mede o desenvolvimento dos países, e o cálculo do IDHM, que aponta o desenvolvimento dos bairros de BH, são diferentes. Apesar de usarem os mesmos critérios de expectativa de vida, renda e escolaridade, os indicadores e as fontes de dados do IDH Global e do IDHM não são iguais. Assim, a comparação que fizemos entre os dados dos bairros de BH e países está imprecisa: a grande desigualdade entre os bairros de BH ocorre como apontamos, mas a...

Trânsito das ruas

on 28 jan, 2017 in Cidade

Conversamos com travestis e transexuais em situação de rua em Belo Horizonte sobre os motivos que as fizeram sair de casa, suas experiências na rua e as perspectivas de uma vida melhor.   “Lopes é de família. Sônia é o primeiro nome que eu tive, social. Sissy é apelido de minha mãe”, explica Sônia Sissy Kelly Lopes. “Eu venho de uma pequena família de Minas Gerais, pequenos agricultores familiares. Eu sou do leste de Minas, Aimorés. […] Eu sabia que era uma pessoa um pouco diferente das crianças com quem eu fui criada. Aquilo me perturbava bastante. Eu sofria depressão constantemente, eu me cortava com gilete e cheguei a ser internada em hospital psiquiátrico como pessoa louca por causa desse comportamento e pelas pessoas me encontrarem em casa vestida com roupas femininas e maquiada”, ela conta. Sônia é mulher transexual e, hoje, aos 60 anos, vive na República Maria Maria,...

Desocupa (?) UFMG

on 5 jan, 2017 in Campus

O Conselho Universitário da UFMG estabeleceu que os prédios da universidade deveriam ser desocupados até 18 de dezembro. Mas foi apenas nesta semana que a última ocupação terminou, a do complexo da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e Escola de Ciência da Informação (ECI). Após meses de UFMG ocupada é hora de discutir o legado desse movimento. Conversamos com ocupantes, estudantes que não ocuparam, professores e funcionários para entender o que o movimento significou para eles e quais as marcas ficam para a UFMG.